12 de fevereiro de 2013

Tiago Patrício, Trás-os-Montes


A história gira em torno de quatro crianças que vivem numa aldeia em forma de cruz gamada (suástica). Teodoro, Edgar, Óscar e Raquel são as únicas personagens da história dignos de um nome e são crianças em que cada uma vive numa família cuja estrutura foi abalada ou pela emigração dos pais (Teodoro), fuga da mãe (Edgar) ou morte do pai (Óscar e Raquel). A faixa etária das crianças retratadas situa-se entre o fim da infância e início da adolescência, considerado pelo autor como aquela fase que é O Cair da Noite, que era o título pretendido pelo autor para esta obra. Atendendo à faixa etária dos protagonistas e à liberdade típica das crianças que vivem no meio rural, é natural que a história verse sobre algumas diabruras engendradas pelas crianças. Desde o início que ensombra a história o que teriam provocado ao Miúdo, que é uma criança muda filha de pastores. No final da história é revelado o sucedido e é menos dramático do que a mente da maioria dos leitores suporia. Na história é dado um especial enfoque em Teodoro, o excelente aluno que decorava tudo mas tinha muita dificuldade em colocar em prática, ser criativo, oportuno, carismático e líder.
Talvez por ter sido galardoado com o Prémio literário revelação Agustina Bessa-Luís e pelo título abrangente da antiga província, fazia-me esperar uma obra mais característica e identitária da região, pois a história é sobre quatro crianças e respetivas famílias e podia decorrer em qualquer aldeia do país.

Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Algés

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