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3 de junho de 2013

Na Feira do Livro de Lisboa...

Os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras foram convidados a estarem presentes na Feira do Livro de Lisboa. O romance escolhido para ser discutido foi o "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro que foi também o autor que representou Portugal no Festival do 1º Romance em Chambéry.

Deixamos aqui alguns dos momentos desta sessão que contou com a presença do autor.

Boas leituras!

















21 de maio de 2013

Entrevista de João Ricardo Pedro ao LusoJornal

João Ricardo Pedro, autor do livro "O teu rosto será o último", foi o escritor seleccionado pelas Bibliotecas Municipais de Oeiras para representar Portugal no Festival du Premier Roman de Chambery deste ano.
No seguimento da sua presença neste Festival o Luso Jornal entrevistou-o para o conhecer um pouco melhor e apresentá-lo aos leitores portugueses em França.


23 de abril de 2013

Autor escolhido pelos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras vai representar Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry

João Ricardo Pedro, autor do livro "O teu rosto será o último", vai representar Portugal no Festival du Premier Roman de Chambéry que este ano decorre de 23 a 26 de Maio na vila francesa de Chambéry.


Os grupos de leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras que representam Portugal neste Festival literário, ao seleccionarem os primeiro romances portugueses, escolheram João Ricardo Pedro como o autor que estará presente na edição deste ano a representar Portugal.

"O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro no jornal "O Globo"

Na coluna de José Castello no jornal «O Globo», o jornalista disserta sobre João Ricardo Pedro e o seu romance de estreia - O Teu Rosto Será o Último (Prémio Leya 2011).

Este livro foi seleccionado pelos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras para representar Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry.





10 de abril de 2013

Entrevista a João Ricardo Pedro

Entrevista de João Ricardo Pedro, autor do livro "O Teu Rosto Será o Último" ao Jornal "Açoriano Oriental".

Este livro foi seleccionado pelos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras para representar Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry.

5 de abril de 2013

E o escolhido foi...

Dos 11 romances escolhidos pelos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras, entre os que foram publicados de Novembro de 2011 até Outubro de 2012, e após diversos grupos de leitura em França terem lido esta pré-selecção, chegou-se a um vencedor:

João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último


Este foi o autor escolhido para representar Portugal em Chambéry, no Festival do Primeiro Romance, em Maio de 2013.

16 de março de 2013

João Ricardo Pedro, O teu rosto será o último


Várias histórias dentro da mesma história com cronologias distintas e aparentemente díspares mas que se encaixam e onde alguns capítulos têm sub-finais surpreendentes. O primeiro romance do engenheiro desempregado está a superar as expectativas do próprio.


Grupo de leitores da Biblioteca Municipal de Algés

15 de março de 2013

João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último



A desconstrução, tão cara à literatura contemporânea, é aqui manejada com mestria para compor uma história que abarca uma boa parte do séc.XX e onde se incluem memórias (não vividas pelo autor) da guerra colonial e do 25 de Abril. O encadeamento dos temas, o retrato das personagens, os avanços e recuos no tempo, a forma como os "mistérios" se vão, ou não, resolvendo, são verdadeiramente admiráveis. E ainda mais, tratando-se de 1ºromance. Talvez o que mais me tenha impressionado seja a tristeza infinita que atravessa toda a obra, resultante da tomada de consciência de memórias passadas que uns aceitam pacificamente e de que outros não se libertam. E tudo sem agressividade, com muita serenidade, diria até doçura. Perturbante, também, é o horror que nos é servido em pequenas e sucessivas doses, num crescendo que incomoda. Há aqui uma quase obsessão por sangue, pés e mãos feridas, amputações...O autor dá enorme importância aos pormenores mais ínfimos, aliás indispensáveis para uma boa compreensão do conteúdo. Mas revela, sobretudo, uma enorme sensibilidade.

Maria Luzia Pacheco (Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

7 de março de 2013

João Ricardo Pedro, O Teu Rosto Será o último


A escrita é agradável, com força e portadora de imagens interessantes. Discurso que nos prende mas peca por trechos em calão. A linguagem é frequentemente manchada por “conversas” que são impróprias, normalmente na relação pai/filho mais próprias em militares em certas situações no mato. Considera-se que há situações desnecessárias no contexto apresentado. O enredo é interessante deixando pontas da meada por ligar “convidando” o leitor para “adivinhar” ou construir/ completar o puzzle…

Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Algés

28 de fevereiro de 2013

João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último


Nos encontros da vida, João Ricardo Pedro cimenta, numa escrita escorreita e arejada, os desencontros de vivências difíceis na procura de momentos de paz e apaziguamento.
Talentos precoces nem sempre encontram o terreno arado, para aí desenvolverem os seus dotes e construírem o futuro. Quando não acarinhados e compreendidos, perdem-se na busca do equilíbrio e da aceitação

Augusto Freire Martins (Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

26 de fevereiro de 2013

João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último



Livro bem escrito. Narrativa bem construída e bem contada, com uma linha condutora de mistério, que prende o leitor desde o princípio e não desaparece no final.
A história não é fácil nem directa - deambula por pequenos contos que, em conjunto, se encaixam para construir o romance. Só que a montagem do "puzzle" exige esforço por parte do leitor: estar atento a datas e simbolismos, reler passagens, ligar factos e tempos. Aparentemente desligados.
No final refaz-se o puzzle, mas descobre-se que faltam peças. Trata-se de peças-chave e ficamos a saber que foram retiradas por uma das personagens, com a intenção de omitir informações... talvez esconder um segredo...
Porque razão terá o avô retirado intencionalmente essa informação?
É isso que Duarte promete empenhar-se em descobrir - mas será já fora do olhar curioso do leitor!
Ao leitor são deixadas perguntas, muitas perguntas...
Vale a pena ler!

M. Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

25 de fevereiro de 2013

João Ricardo Pedro, O teu rosto será o último


Narrativa que conta a história duma família, através das memórias e duma forma não linear. Diversidade de registos em que o cómico e o dramático são trabalhados com algum cuidado. Uso excessivo de calão.


Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Algés

12 de fevereiro de 2013

João Ricardo Pedro, O Teu Rosto Será o Último


Na minha opinião a circunstância de os factos não serem contados por ordem cronológica, as personagem "apresentadas" aos poucos, constantemente intercaladas umas nas outras faz com que a história seja um pouco confusa. Obviamente que parte da mestria do livro reside aí, na forma como o autor permite que o leitor vá desenrolando o novelo da história, não obstante ficarem algumas coisas por contar, nomeadamente o crime cometido por uma das personagens.
Julgo que o autor se apoiou bastante nos pormenores, frequentemente somos embalados por eles, nomeadamente no capítulo (A mãe e o fim da União Soviética) em que no final uma personagem revela à família que tem um cancro e que vai ser internada no dia seguinte. Esse capítulo consiste um relato dos pequenos actos daquela personagem naquele dia, designadamente da descrição do que comprou no supermercado, quantas gramas de feijão encarnado, de fiambre, de queijo flamengo, de café... E é o próprio autor que nas palavras de uma personagem diz que "os pormenores são uma espécie de vírus. De bactéria. Altamente contagiosos".
Considerei que toda a história estava dominada pelas infelicidades da vida, parece que todas as personagens vivem dominadas pela empatia, resultado de acontecimentos maus que lhes aconteceram. Os avós maternos de Duarte que morreram de forma trágica, o pai que se suicida com a arma do avó, Duarte que vê o seu dom para o piano como algo que o vai consumir e dominar, Duarte que disfarça uma mancha de esperma no sofá com sangue!
Julgo que uma das maiores virtudes do livro é nos deixar a todos ansiosos a olhar para os quadros de Brueghel em busca da "mulher que caminhava sobre duas muletas e cuja perna direita terminava numa ligadura, um pouco abaixo do joelho." (pág. 157) que ao que consta pertence ao quadro "Luta entre o carnaval e a quaresma".
Para finalizar, julgo que o livro é interessante, com algumas cenas marcantes, um pouco confuso mas também é aí que reside o desafio.
Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Algés

8 de fevereiro de 2013

João Ricardo Pedro, O teu rosto será último

Alguém se referiu ao escritor, apelindando-o de "machão"... Escrita ágil com parágrafos curtas, dando protagonismo aos personagens, o que entusiasma o leitor. Será que foi a intenção do autor? Gostaria de ler outros trabalhos. Dada a minha longa vivência, achei interssante as referências (anos 40/50) como ex. Jesus Correia - as canetas de tinta permanente. O final (192/193) é quase teleráfico; mas estão lá as vidas de 3 gerações.
Acho que poderia representar sem eufemismo, o nosso pais. Os diálogos são expontâneos (pág.32-68).

Maria Aguiar
(Grupos de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

27 de janeiro de 2013

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro


Bom entretenimento, com criatividade, este livro em puzzle obriga-nos a estar atentos para juntar as peças. Divertido e triste, brusco, por vezes, episódios originais... não sendo uma obra prima, lê-se facilmente. O uso da repetição torna-se cansativo como forma de contar (é uma questão de doses). Os palavrões conferem um tom pitoresco, mas podem surgir despropositadamente. Senti que a originalidade , curiosidade e criatividade, foram diminuindo gradualmente até deixar-me com um final desinteressante.

Sofia F.  
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

17 de janeiro de 2013

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro


Alguém se referiu ao escritor, apelidando-o de "ladrão"...
Escrita ágil com parágrafos curtos, dando protagonismo aos personagens, o que entusiasma o leitor. Será que foi a intenção do autor? Gostaria de ler outros trabalhos. Dada a minha longa vivência, achei interessante as referências (anos 40/50) como ex. Jesus Correia - as canetas de tinta permanente. O final (192/93) é quase telegráfico; mas estão
lá as vidas de três gerações. Acho que, poderia representar sem eufemismo, o nosso país. Os diálogos são muito espontâneos - pag.32-66/7/8.

Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

5 de dezembro de 2012

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro


João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último


Boa estrutura do romance.
Tem dramatismo, ironia, crueldade, bizarria, mistério, impossibilidade(s), mas também muita sensibilidade e humanidade.
Muito presente a questão da memória e do sofrimento que lhe está ligado. Expressão de dor muito bem conseguidas.Também muito presente a problemática da amputação. Que simbolismo? Enigmas não resolvidos que nos fazem pensar e pensar... Gosto disto.


Rosa Aquino 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

30 de outubro de 2012

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro

João Ricardo Pedro - "O teu rosto será o último"

É um romance com uma estrutura de pequenos episódios, sempre com o mesmo protagonista. Em cada episódio vão aparecendo diferentes personagens, mas todas elas com elos familiares e/ou afectivos. Todas elas vão ajudando a desenredar "o fio da meada" daquela família, naquele tempo.
Uma linguagem cuidada e por vezes cheia de recursos estilo mas também uma linguagem coloquial, fazendo destacar personagens ou situações.

Irene Cardona
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)