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21 de março de 2013

João Bouza da Costa, Travessa d’ Abençoada


História passada em 24 horas na travessa de um bairro antigo de Lisboa. Inúmeras personagens numa amálgama de multiculturalidade e marginalidade. Talvez o retrato de uma Lisboa decadente ou então é a sociedade que constitui os seus moradores a tentarem sobreviver numa Europa/mundo em crise.
Grupo de leitores da Biblioteca Municipal de Algés

21 de fevereiro de 2013

João Bouza da Costa, Travessa D’ Abençoada


Falta consistência para tecer uma interligação quanto às diferentes “vidas” e situações que descreve.
Usa com alguma frequência expressões em alemão e não só para as quais não apresenta correspondência em português.
O resumo na contracapa diz o essencial, o resto, no livro são pormenores por vezes desconexos. Li com sacrifício e só no final (p. 266/276) se encontra uma reflexão interessante.

Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Algés

15 de fevereiro de 2013

João Bouza da Costa - Travessa d´Abençoada


Entra-se num labirinto donde dificilmente se consegue sair. Por vezes, consegue que levantemos voo e nos agarra na sua escrita bem delineada e concisa; outras vezes, perde-se em meandros escorregadios não se vislumbrando qual seja a saída, tal a diversidade de temas abordados.

Augusto Freire Martins (Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

5 de fevereiro de 2013

João Bouza da Costa, A Travessa d'Abençoada

Um romance surpreendente pelos diferentes cambiantes, quer nos contextos, quer na linguagem utilizada nas diferentes descrições e narrativas. O narrador é um observador atento que vai dando conta do que vai acontecendo na Travessa - o dia a dia de vivências e sobrevivências dos diferentes moradores: desde os mais populares e até grotescos até alguns de proveniência social ou superior e culturalmente mais evoluídos, mas não menos complexos. A linguagem utilizada serve as diferentes realidade: popular, calão contrastando com descrições bem poéticas.
Irene Cardona
(Grupos de leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

25 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Travessa d´Abençoada" de João Bouza da Costa


Um história limitada no espaço, a Travessa, e no tempo (um dia) relatando as vivências dos seus habitantes e ocasionais passantes e até utentes de um hospital psiquiátrico das proximidades, fragmentos díspares que o autor consegue entrelaçar numa narrativa que prende o leitor, não só pelo realismo e actualidade das situações, como pela sua forma de escrita, com um vocabulário rico e depurado.
Talvez apenas exagere nas reflexões sobre música e filosofia postas na boca ou no pensamento de dois ou três personagens.

Maria Luzia Pacheco
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

22 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Travessa d´Abençoada" de João Bouza da Costa


Mais um exemplo de obra de muita valia humana, com muita riqueza descritiva, na verdade com personagens que quase nos tocam directamente, reconhecendo nelas muito do que conhecemos (ou adivinhamos) à nossa volta, de gente que palpita perto de nós e (tantas!) com que nos identificamos frequentemente, de pessoas e não meras figuras literárias...
Prosa escorreita e muito boa, pois.

Francisco Adolfo Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras) 

16 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Travessa d'Abençoada" de João Bouza da Costa


Achei chato por isso parei de ler na pág.29. Não há nomes próprios, não se sabe quem é quem, as personagens são apresentadas de forma pouco esclarecedora (ex. que idade têm as crianças no início descritas?). Desmotivante, não cativa para a leitura, e de difícil interpretação, não é um entretenimento, é um trabalho de concentração extraordinário para mim.

Sofia F. 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

12 de novembro de 2012

Opiniões sobre "Travessa d' Abençoada" de João Bouza da Costa


João Bouza da Costa - Travessa d'Abençoada

Gostei desta escrita que tratando assuntos invulgares, os retrata com capacidade descritiva invulgar.Todos os capítulos com a sequência horária (agarram o leitor) como se fossem contos dispersos; um dos elos é a droga e os seus consumidores. A Travessa com os seus habitantes, agora tão dispares, não parece ficção. Há na cidade de Lisboa esta realidade. O autor demonstra uma cultura selectiva, quer na área musical, na poética e na plástica. Sensível quando é necessário; rude e sem contemplações q.b.

Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

11 de julho de 2012

João Bouza da Costa - "Travessa d'Abençoada"

Autor: João Bouza da Costa
Título: Travessa d’Abençoada

BIOGRAFIA

João Bouza da Costa nasceu em Lisboa (1954) e passou a infância em África (Luanda). Tem levado uma vida anticíclica, sempre a fugir dos acontecimentos históricos: deixou Angola quando nesta se iniciava a gesta independentista (1963), abandonou Portugal logo após a revolução de Abril (em setembro de 74) e escapou da Alemanha em 89, pouco antes do grande êxtase coletivo da queda do Muro. Nesse aspeto, assemelha-se a um heterónimo de um heterónimo de Pessoa. Ao contrário destes, porém, tem mulher e três filhos, que o fizeram experimentar o peso e a leveza do mundo. Meteu-se, com fraco sucesso e por pura necessidade, em muitas e variadas lides: foi carteiro, limpador de vidros, vendedor de vinhos, pintor de cenários de ópera, professor de uma pretérita ortografia, tradutor e intérprete, mas terá talvez sido o acaso das novas tecnologias, com a sua facilidade para rasurar e sintetizar, que o ajudou a ultrapassar o fado dos papelinhos avulsos e a chegar-se um pouco mais à escrita e a si próprio.


SINOPSE

Uma criança autista escuta os sons de dois corpos entregues ao sexo e convoca os seus deuses contra a derrocada do tempo. Um tradutor apropria-se, coxeando, da sua cidade, enquanto a música inunda a noite e a sua mulher se debate com a memória. Um velho preso no labirinto da raiva enfrenta a morte caído numas escadas. Pessoas de uma pequena travessa de Lisboa, vinte e quatro horas da vida no mundo.