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24 de junho de 2014

Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras e o Festival do Primeiro Romance de Chambéry



 
 
Esta escolha foi feita pelos grupos de leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras.
 
Desde 2012 que os grupos de leitores são responsaveis pela escolha de um primeiro autor português que representa Portugal neste festival que já conta com 27 edições.
 
Em 2012 foi escolhido Nuno Camarneiro com o livro "No meu peito não cabem passáros" e em 2013, João Ricardo Pedro foi o eleito com o livro "O teu rosto será o último". 
 
Boas leituras!

28 de março de 2014

Cristina Drios vai representar Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry

Cristina Drios, autora do livro "Os olhos de tirésias", vai representar Portugal no Festival du Premier Roman de Chambéry que este ano decorre de 22 a 25 de Maio na vila francesa de Chambéry.
Os grupos de leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras que representam Portugal neste Festival literário, e são responsáveis pela selecção dos primeiros romances editados no nosso país. Desta selecção sairá o escritor que estará presente no Festival do Primeiro Romance.

8 de novembro de 2013

Cristina Drios - "Os Olhos de Tirésias"

Autor: Cristina Drios
Título: Os Olhos de Tirésias

BIOGRAFIA

Cristina Drios nasceu em Lisboa, onde reside. Completou os estudos primários e liceais no Liceu Francês Charles Lepierre de Lisboa. Licenciada em Direito, exerce há vários anos a advocacia na área da Propriedade Intelectual.
Jamais vai a lado algum sem um livro; além de literatura, interessa-se por história e filosofia. É fotógrafa amadora e viajou, de mochila às costas, por cerca de quarenta países, tão diversos como a Índia, a Birmânia, o Japão, o Cambodja, o Senegal, Marrocos, o Chile, a Guatemala, El Salvador e a Nicarágua.
De uma das suas inúmeras viagens nasceu o livro de contos Histórias Indianas que venceu, em 2012, o Prémio Literário Cadernos do Campo Alegre «Novo Autor, Primeiro Livro» da Fundação Ciência e Desenvolvimento/Câmara Municipal do Porto, publicado com o apoio da Editora Objectiva.
No mesmo ano, Os Olhos de Tirésias, a sua estreia no romance, publicado pela Editorial Teorema, que agora integra no seu riquíssimo catálogo uma espécie de vanguarda – maioritariamente primeiros romances de novos autores portugueses – foi finalista do Prémio LeYa. 

RESUMO

A descoberta de um retrato daquele avô cuja história a família sempre encobriu - Mateus Mateus, o gigante de olhar estranho que partiu, no contingente português, para a Flandres durante a Primeira Guerra Mundial - é o pretexto que a narradora encontra para, simultaneamente, escrever um romance e se afastar de um casamento que parece condenado ao fracasso. Para saber mais sobre o passado desse desconhecido, parte, também ela, para a propriedade de La Peylouse, em Saint-Venant, que alojou o Estado-Maior português nos anos 1917-1918 e da qual o avô, depois de ter servido na frente como maqueiro e coveiro, foi enviado numa missão de espionagem, acabando prisioneiro dos alemães. No bizarro hospital onde passa os meses que antecedem a batalha de La Lys (o mesmo onde virá a ser internado um cabo alemão chamado Adolf, atacado de cegueira histérica), Mateus Mateus cruza-se com figuras inesquecíveis: Alvin Martin, um inglês albino dado às premonições; Hugo Metz, o médico que usa métodos de inspiração freudiana para interrogar os pacientes; o órfão Émile Lebecq, pequeno ladrão e ilusionista amador; e, sobretudo, Georgette Six, a bela enfermeira francesa que perdeu o noivo na guerra e pela qual o português se tornará um homem diferente. E, porém, à medida que a neta de Mateus Mateus vai desfiando essa história - num jogo em que a realidade se torna indestrinçável da ficção -, também a sua vida é sacudida por uma paixão - e só o encontro com Cyril Eyck e o seu bisavô centenário trará a chave para os enigmas do próprio romance.