Este romance não é do meu agrado, talvez por não o ter entendido. Tem frases interessantes e bem construídas, mas nao o recomendaria para o Festival de Chambery.
Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblitoeca Municipal de Oeiras)
7 de fevereiro de 2013
6 de fevereiro de 2013
Bruno Margo, Sandonkan e Bakunine
Uam escrita bem interessante pela invulgariedade das "estóras" contadas. Personagens distintas, bem elaboradas. As notas de rodapé são bastante explicitas e elucidativas. Sobre a capa achei-a de muito bom gosto.
Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
5 de fevereiro de 2013
João Bouza da Costa, A Travessa d'Abençoada
Um romance surpreendente pelos diferentes cambiantes, quer nos contextos, quer na linguagem utilizada nas diferentes descrições e narrativas. O narrador é um observador atento que vai dando conta do que vai acontecendo na Travessa - o dia a dia de vivências e sobrevivências dos diferentes moradores: desde os mais populares e até grotescos até alguns de proveniência social ou superior e culturalmente mais evoluídos, mas não menos complexos. A linguagem utilizada serve as diferentes realidade: popular, calão contrastando com descrições bem poéticas.
Irene Cardona
(Grupos de leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
4 de fevereiro de 2013
Tiago Patrício, Trás-os-Montes
Livro bem escrito, de escrita fluída e sóbria que, com simplicidade, nos vai revalando o mundo de 4 crianças a viver a transição para a adolescência, numa aldeia de Trás-os-Montes. Esse mundo complexo envolve a aldeia, as familias, os amigos, a escola... e as vivências / experiências das crianças, individualmente e na sua relação com o que os rodeia e influência...
Romance rico de siginifcados, com entrelinhas bem delineado, escrito com sensibilidade e conhecimento muito interessante!
Maria José Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
2 de fevereiro de 2013
Opinião sobre "A imperfeição do presépio" de António Manuel Marques
Romance bem escrito e bem contado. Narrado na 1ª pessoa por uma mulher, mãe de família, já com alguma idade. Esta mulher olha fotografias, que tem guardadas numa caixa, e vai recordando - primeiro, o dia do casamento, quando aparece fotografada ao lado da cunhada, porque o marido não gostava de ser fotografado; depois, outras imagens de outros momentos da vida: os filhos, dois dos quais combateram no Ultramar, os netos...
A omissão do noivo na imagem do casamento é o prenúncio da futura omissão do marido na vida da família, cujo pilar será sempre esta mulher. É ela quem escolhe o seu homem, por ser o mais bonito da aldeia, e é ela quem vai aturar-lhe o vício do álcool, a leveza da mão e o distanciamento no apoio e na educação dos filhos.
Vieram de uma aldeia ribatejana para uma barraca em Benfica, onde ela trabalhava a dias e geria a vida com determinação e uma tocante simplicidade que, nem por isso deixava de lado o saber, a eficiência, a honestidade. Esta mulher, cujo nome não sabemos, nem é preciso, representa as muitas mulheres de uma classe baixa que, numa dada época - ainda actual - fazem rolar a vida, a familia, a sociedade e o mundo. Uma mulher que enfrenta uma vida dura - muito dura - sozinha, sem se queixar e sem sombra de revolta - antes com natural aceitação e ternura pelo que a rodeia.
Esta mulher, que sabemos forte, desperta-nos, no entanto, uma carinho imenso, uma vontade de a sentar ao colo e de a abraçar, como se de uma criança se tratasse. Porque, com a natural simplicidadee das almas grandes, soube viver em dádiva, sem consciência de que cada dia que passava era mais um da sua epopeia.
Esta mulher, com a dimensão humana das figuras do presépio, não conseguiu nunca ver o seu próprio presépio completo - por uma razão ou outra faltava-lhe sempre uma peça.
O livro é escrito por um homem. Que sabe escrever. Que sabe das realidades sociais. Que sabe de mulheres. De algumas mulheres.Muito bom!
M. Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
1 de fevereiro de 2013
Opinião sobre Sandokan & Bakunine de Bruno Margo
Sobre Sandokan & Bakunine de Bruno Margo, José Mário Silva escreveu:
"Este é um livro sem medo de se questionar, consciente tanto dos seus rasgos como das suas imperfeições. Tivessem todos a coragem de se olhar, assim, ao espelho."
Pode ler o texto na íntegra no blogue Bibliotecário de Babel.
"Este é um livro sem medo de se questionar, consciente tanto dos seus rasgos como das suas imperfeições. Tivessem todos a coragem de se olhar, assim, ao espelho."
Pode ler o texto na íntegra no blogue Bibliotecário de Babel.
31 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Trás-os-Montes" de Tiago Patrício
Tiago Patrício - Trás-os-Montes
Numa escrita simples, directa, o escritor apresenta o renascer das cinzas de uma juventude de aldeia; crianças aprendiam a vida naqueles anos onde a escolaridade era reduzida e o convívio muito diminuto.
Numa escrita simples, directa, o escritor apresenta o renascer das cinzas de uma juventude de aldeia; crianças aprendiam a vida naqueles anos onde a escolaridade era reduzida e o convívio muito diminuto.
Augusto Freire Martins
(Grupo de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras)
29 de janeiro de 2013
Opinião sobre "A vida passou por aqui" de Luís Francisco
História bem contada, com uma estrutura interessante, onde cada personagem aparece individualizada, a falar, na 1ª pessoa, da sua vida e dos seus dramas - assim se vão dando a conhecer, ao mesmo tempo que vão surgindo os fios que as ligam e que constroem a trama narrativa.
o autor escreve em bom português, descreve bem circunstâncias e emoções, sabe criar e manter o interesse do leitor. A escrita é abundante em palavrões, que surgem aplicados com naturalidade e segundo a fluência discursiva (embora mais suave, faz lembrar a escrita de Bukowski). Romance de carácter realista, que vale a pena ler.
M. Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
28 de janeiro de 2013
Opinião sobre "O intrínseco de Manolo" de João Rebocho Pais
O autor utiliza um léxico, expressões e frases com uma estrutura pouco habitual, criando um "estilo" de escrita a que nos habituamos e que resulta muito bem.
É curiosa a forma como o narrador/observador, aproximando-se ou afastando-se das personagens/acontecimentos, nos convida a participar.
Das várias personagens de que J.R.P caracteriza com perícia aspectos que as tornam "atractivas" (em sentidos variados), saliento Marília (e a sua "Liberdade de divagação"), Maria ("Livre"), Manolo ("rude" e sensível, que respeita a sua livre Maria) e a Azinheira (a amiga que nunca falha). A ler e desfrutar.
Rosa Aquino
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
27 de janeiro de 2013
Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro
Bom entretenimento, com criatividade, este livro em puzzle obriga-nos a estar atentos para juntar as peças. Divertido e triste, brusco, por vezes, episódios originais... não sendo uma obra prima, lê-se facilmente. O uso da repetição torna-se cansativo como forma de contar (é uma questão de doses). Os palavrões conferem um tom pitoresco, mas podem surgir despropositadamente. Senti que a originalidade , curiosidade e criatividade, foram diminuindo gradualmente até deixar-me com um final desinteressante.
Sofia F.
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
25 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Travessa d´Abençoada" de João Bouza da Costa
Um história limitada no espaço, a Travessa, e no tempo (um dia) relatando as vivências dos seus habitantes e ocasionais passantes e até utentes de um hospital psiquiátrico das proximidades, fragmentos díspares que o autor consegue entrelaçar numa narrativa que prende o leitor, não só pelo realismo e actualidade das situações, como pela sua forma de escrita, com um vocabulário rico e depurado.
Talvez apenas exagere nas reflexões sobre música e filosofia postas na boca ou no pensamento de dois ou três personagens.
Maria Luzia Pacheco
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
24 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Como carne em pedra quente" de Ana Sofia Fonseca
É uma narrativa densa em que a protagonista faz passar perante o leitor o filme da sua vida com os episódios mais marcantes - contados num curto espaço de tempo o último que tem de vida - é uma espécie de diário mas com um destinatário especial - a filha, que desconhece o estado de saúde da mãe.
Linguagem cuidada e palavras soltas que contêm sentido completo e uma enorme carga emocional.
Irene Cardona
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
23 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Demência" de Célia Correia Lourenço
Pleno de Humanidade e verdade, este livro encara, de forma, muito sensível, uma situação que aflige embora de modo muito encoberto uma situação que, é frequente na sociedade portuguesa tanto nas cidades como no interior, mina os pilares da família e fomenta a intolerância entre o seus membros.
Só a deficiente revisão do texto evita a nota máxima.
Francisco Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
22 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Travessa d´Abençoada" de João Bouza da Costa
Mais um exemplo de obra de muita valia humana, com muita riqueza descritiva, na verdade com personagens que quase nos tocam directamente, reconhecendo nelas muito do que conhecemos (ou adivinhamos) à nossa volta, de gente que palpita perto de nós e (tantas!) com que nos identificamos frequentemente, de pessoas e não meras figuras literárias...
Prosa escorreita e muito boa, pois.
Francisco Adolfo Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
21 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Alma rebelde" de Carla M. Soares
O romance tem um estilo narrativo muito linear, com descrições simplificadas e enredo previsível.
A classificação que decidi atribuir deve-se ao facto do romance me parecer adequado para uma público juvenil.
Graça Patrão
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
20 de janeiro de 2013
Opinião sobre "O intrínseco de Manolo" de João Rebocho Pais
Romance bem escrito e com interesse.
Fala-nos de aparências - o que é nem sempre parece e o que parece nem sempre é...
Fala-nos de uma aldeia na raia alentejana, com nome sugestivo, Cousa Vã, onde personagens bem tipificadas desempenham os seus papéis, de verdade e de mentira, na história.
Fala-nos de gente com grandeza de alma, que não precisa de o mostrar, e de gente menor, que se revela num simples olhar.
Fala-nos de uma azinheira , árvore secular em cuja sombra Manolo se refugia e com quem conversa, na busca e no encontro de si próprio.
M. Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
18 de janeiro de 2013
Opinião sobre "E a noite roda" de Alexandra Lucas Coelho
Uma escrita que evidência, do princípio ao fim, a jornalista que a autora é. Descreve locais, acontecimentos e até sentimentos, com uma linguagem "limpa" (fixa o "essencial").
Muito interessante a evolução da correspondência entre Ana e Léon - há um acréscimo de impressibilidade de perturbações.
Feliz o recurso a poetas - Kavafis, Valéry Larbaud (de quem gosto especialmente), Baudelaire... A ler e reler.
Rosa Aquino
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
17 de janeiro de 2013
Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro
Alguém se referiu ao escritor, apelidando-o de "ladrão"...
Escrita ágil com parágrafos curtos, dando protagonismo aos personagens, o que entusiasma o leitor. Será que foi a intenção do autor? Gostaria de ler outros trabalhos. Dada a minha longa vivência, achei interessante as referências (anos 40/50) como ex. Jesus Correia - as canetas de tinta permanente. O final (192/93) é quase telegráfico; mas estão
lá as vidas de três gerações. Acho que, poderia representar sem eufemismo, o nosso país. Os diálogos são muito espontâneos - pag.32-66/7/8.
Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
16 de janeiro de 2013
Opinião sobre "Travessa d'Abençoada" de João Bouza da Costa
Achei chato por isso parei de ler na pág.29. Não há nomes próprios, não se sabe quem é quem, as personagens são apresentadas de forma pouco esclarecedora (ex. que idade têm as crianças no início descritas?). Desmotivante, não cativa para a leitura, e de difícil interpretação, não é um entretenimento, é um trabalho de concentração extraordinário para mim.
Sofia F.
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)
15 de janeiro de 2013
João Rebocho Pais no Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras
No dia 11 de Dezembro, João Rebocho Pais, autor de "O Intrínseco de Manolo", esteja à conversa com o Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras.
O primeiro romance do comissário de bordo João Rebocho Pais, “O Intrínseco de Manolo”, que pensava editar o livro só para os amigos e acabou a editá-lo na editora Leya, conta-nos a história de Manolo que mora na aldeia alentejana, Cousa Vã. Com um trabalho pormenorizado na construção das personagens e contado numa linguagem popular, este livro conta a história de Manolo e da Maria, sua mulher, e a participação dos habitantes da aldeia no seu dia-a-dia.
Ao longo da sessão ficámos a conhecer melhor o autor, a ideia de escrever este livro e de onde surgiu a inspiração para a aldeia de Cousa Vã. Numa mistura do bairro dos Olivais, em Lisboa, e das referências familiares do Alentejo, nasce esta aldeia imaginária: "Este Alentejo que eu retrato através da aldeia inventada de Cousa Vã é aquele que eu me habituei a conhecer devido à minha origem familiar. O interior desertifica-se. Mas se as pessoas partem, a terra fica. E os que ficam com ela agarram-se à vida."
João Rebocho Pais tem 50 anos e passou metade da sua vida em aviões, como comissário de bordo. Durante as escalas de trabalho, ocupa muito do seu tempo a escrever. Em quartos de hotel na América ou em África acaba o livro que assinala a sua aterragem na meia-idade e que tenciona oferecer aos amigos.
Em resposta à questão quem é o Manolo o autor respondeu: "O Manolo é uma pessoa boa que representa tudo o que nós temos de melhor quando estamos sozinhos. Representa essa liberdade de nos conhecermos melhor a nós próprios e de conseguirmos triunfar de uma forma natural, sem alarido. Com respeito pelos que o rodeiam. O seu intrínseco está precisamente nessa possibilidade de distinguir, na vida, o essencial do acessório."
Como acontece com todos os escritores o grupo de leitores queria saber como aparece a escrita no dia-a-dia de um comissário de bordo: "A a minha necessidade de escrita só surgiu depois de perceber que dispunha do luxo de ter imenso tempo para ler. E de, viajando para muitos sítios, ter a possibilidade de confrontar muitas vezes o que se vê com aquilo que se lê sobre esses sítios. Ao mesmo tempo, viajar, para quem gosta de escrever, é uma experiência brutal. O frenesim de Nova Iorque ou o caos de Luanda são inesquecíveis."
Agradecemos a disponibilidade e simpatia do João Rebocho Pais.
Continua a selecção para o Festival do Primeiro Romance de 2013!
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