28 de janeiro de 2013

Opinião sobre "O intrínseco de Manolo" de João Rebocho Pais


O autor utiliza um léxico, expressões e frases com uma estrutura pouco habitual, criando um "estilo" de escrita a que nos habituamos e que resulta muito bem.
É curiosa a forma como o narrador/observador, aproximando-se ou afastando-se das personagens/acontecimentos, nos convida a participar.
Das várias personagens de que J.R.P caracteriza com perícia aspectos que as tornam "atractivas" (em sentidos variados), saliento Marília (e a sua "Liberdade de divagação"), Maria ("Livre"), Manolo ("rude" e sensível, que respeita a sua livre Maria) e a Azinheira (a amiga que nunca falha). A ler e desfrutar.

Rosa Aquino
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

27 de janeiro de 2013

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro


Bom entretenimento, com criatividade, este livro em puzzle obriga-nos a estar atentos para juntar as peças. Divertido e triste, brusco, por vezes, episódios originais... não sendo uma obra prima, lê-se facilmente. O uso da repetição torna-se cansativo como forma de contar (é uma questão de doses). Os palavrões conferem um tom pitoresco, mas podem surgir despropositadamente. Senti que a originalidade , curiosidade e criatividade, foram diminuindo gradualmente até deixar-me com um final desinteressante.

Sofia F.  
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

25 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Travessa d´Abençoada" de João Bouza da Costa


Um história limitada no espaço, a Travessa, e no tempo (um dia) relatando as vivências dos seus habitantes e ocasionais passantes e até utentes de um hospital psiquiátrico das proximidades, fragmentos díspares que o autor consegue entrelaçar numa narrativa que prende o leitor, não só pelo realismo e actualidade das situações, como pela sua forma de escrita, com um vocabulário rico e depurado.
Talvez apenas exagere nas reflexões sobre música e filosofia postas na boca ou no pensamento de dois ou três personagens.

Maria Luzia Pacheco
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

24 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Como carne em pedra quente" de Ana Sofia Fonseca


É uma narrativa densa em que a protagonista faz passar perante o leitor o filme da sua vida com os episódios mais marcantes - contados num curto espaço de tempo o último que tem de vida - é uma espécie de diário mas com um destinatário especial - a filha, que desconhece o estado de saúde da mãe.
Linguagem cuidada e palavras soltas que contêm sentido completo e uma enorme carga emocional.

Irene Cardona
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

23 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Demência" de Célia Correia Lourenço


Pleno de Humanidade e verdade, este livro encara, de forma, muito sensível, uma situação que aflige embora de modo muito encoberto uma situação que, é frequente na sociedade portuguesa tanto nas cidades como no interior, mina os pilares da família e fomenta a intolerância entre o seus membros.
Só a deficiente revisão do texto evita a nota máxima.

Francisco Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

22 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Travessa d´Abençoada" de João Bouza da Costa


Mais um exemplo de obra de muita valia humana, com muita riqueza descritiva, na verdade com personagens que quase nos tocam directamente, reconhecendo nelas muito do que conhecemos (ou adivinhamos) à nossa volta, de gente que palpita perto de nós e (tantas!) com que nos identificamos frequentemente, de pessoas e não meras figuras literárias...
Prosa escorreita e muito boa, pois.

Francisco Adolfo Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras) 

21 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Alma rebelde" de Carla M. Soares


O romance tem um estilo narrativo muito linear, com descrições simplificadas e enredo previsível.
A classificação que decidi atribuir deve-se ao facto do romance me parecer adequado para uma público juvenil.

Graça Patrão
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

20 de janeiro de 2013

Opinião sobre "O intrínseco de Manolo" de João Rebocho Pais


Romance bem escrito e com interesse.
Fala-nos de aparências - o que é nem sempre parece e o que parece nem sempre é...
Fala-nos de uma aldeia na raia alentejana, com nome sugestivo, Cousa Vã, onde personagens bem tipificadas desempenham os seus papéis, de verdade e de mentira, na história.
Fala-nos de gente com grandeza de alma, que não precisa de o mostrar, e de gente menor, que se revela num simples olhar.
Fala-nos de uma azinheira , árvore secular em cuja sombra Manolo se refugia e com quem conversa, na busca e no encontro de si próprio.

M. Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

18 de janeiro de 2013

Opinião sobre "E a noite roda" de Alexandra Lucas Coelho


Uma escrita que evidência, do princípio ao fim, a jornalista que a autora é. Descreve locais, acontecimentos e até sentimentos, com uma linguagem "limpa" (fixa o "essencial").
Muito interessante a evolução da correspondência entre Ana e Léon - há um acréscimo de impressibilidade  de perturbações. 
Feliz o recurso a poetas - Kavafis, Valéry Larbaud (de quem gosto especialmente), Baudelaire... A ler e reler. 

Rosa Aquino 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

17 de janeiro de 2013

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro


Alguém se referiu ao escritor, apelidando-o de "ladrão"...
Escrita ágil com parágrafos curtos, dando protagonismo aos personagens, o que entusiasma o leitor. Será que foi a intenção do autor? Gostaria de ler outros trabalhos. Dada a minha longa vivência, achei interessante as referências (anos 40/50) como ex. Jesus Correia - as canetas de tinta permanente. O final (192/93) é quase telegráfico; mas estão
lá as vidas de três gerações. Acho que, poderia representar sem eufemismo, o nosso país. Os diálogos são muito espontâneos - pag.32-66/7/8.

Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

16 de janeiro de 2013

Opinião sobre "Travessa d'Abençoada" de João Bouza da Costa


Achei chato por isso parei de ler na pág.29. Não há nomes próprios, não se sabe quem é quem, as personagens são apresentadas de forma pouco esclarecedora (ex. que idade têm as crianças no início descritas?). Desmotivante, não cativa para a leitura, e de difícil interpretação, não é um entretenimento, é um trabalho de concentração extraordinário para mim.

Sofia F. 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

15 de janeiro de 2013

João Rebocho Pais no Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras


No dia 11 de Dezembro, João Rebocho Pais, autor de "O Intrínseco de Manolo", esteja à conversa com o Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras.


Fazendo parte da Pré-selecção portuguesa para a edição do Festival do Primeiro Romance de 2013, foi com grande entusiasmo que recebemos o autor João Rebocho País. O Grupo estava bastante interessado em conhecer o autor por detrás do livro e o homem por detrás da história.

O primeiro romance do comissário de bordo João Rebocho Pais, “O Intrínseco de Manolo”, que pensava editar o livro só para os amigos e acabou a editá-lo na editora Leya, conta-nos a história de Manolo que mora na aldeia alentejana, Cousa Vã. Com um trabalho pormenorizado na construção das personagens e contado numa linguagem popular, este livro conta a história de Manolo e da Maria, sua mulher, e a participação dos habitantes da aldeia no seu dia-a-dia.


Ao longo da sessão ficámos a conhecer melhor o autor, a ideia de escrever este livro e de onde surgiu a inspiração para a aldeia de Cousa Vã. Numa mistura do bairro dos Olivais, em Lisboa, e das referências familiares do Alentejo, nasce esta aldeia imaginária: "Este Alentejo que eu retrato através da aldeia inventada de Cousa Vã é aquele que eu me habituei a conhecer devido à minha origem familiar. O interior desertifica-se. Mas se as pessoas partem, a terra fica. E os que ficam com ela agarram-se à vida."

João Rebocho Pais tem 50 anos e passou metade da sua vida em aviões, como comissário de bordo. Durante as escalas de trabalho, ocupa muito do seu tempo a escrever. Em quartos de hotel na América ou em África acaba o livro que assinala a sua aterragem na meia-idade e que tenciona oferecer aos amigos.

Em resposta à questão quem é o Manolo o autor respondeu: "O Manolo é uma pessoa boa que representa tudo o que nós temos de melhor quando estamos sozinhos. Representa essa liberdade de nos conhecermos melhor a nós próprios e de conseguirmos triunfar de uma forma natural, sem alarido. Com respeito pelos que o rodeiam. O seu intrínseco está precisamente nessa possibilidade de distinguir, na vida, o essencial do acessório."

Como acontece com todos os escritores o grupo de leitores queria saber como aparece a escrita no dia-a-dia de um comissário de bordo: "A a minha necessidade de escrita só surgiu depois de perceber que dispunha do luxo de ter imenso tempo para ler. E de, viajando para muitos sítios, ter a possibilidade de confrontar muitas vezes o que se vê com aquilo que se lê sobre esses sítios. Ao mesmo tempo, viajar, para quem gosta de escrever, é uma experiência brutal. O frenesim de Nova Iorque ou o caos de Luanda são inesquecíveis."

Agradecemos a disponibilidade e simpatia do João Rebocho Pais.

Continua a selecção para o Festival do Primeiro Romance de 2013!

17 de dezembro de 2012

Nuno Camarneiro vence Prémio Leya 2012


Nuno Camarneiro, autor seleccionado este ano pelas Bibliotecas Municipais de Oeiras, para representar Portugal no Festival du Premier Roman de Chambéry, venceu a quinta edição do Prémio Leya com o livro Debaixo de Algum Céu. Um romance que é uma "exploração da ideia de purgatório" segundo o seu autor.

Camarneiro tinha já uma obra publicada com a Leya, intitulada No Meu Peito Não Cabem Pássaros. A obra vencedora deverá ser publicada em Março e foi escolhida “por maioria” por um júri presidido por Manuel Alegre. 

O júri "apreciou no romance Debaixo de Algum Céu a qualidade literária com que, delimitando intensivamente a figura fulcral do 'romance de espaço' e do 'romance urbano', faz de um prédio de apartamentos à beira-mar o tecido conjuntivo da vida quotidiana de várias personagens - saídas da gente comum da nossa actualidade, mas também por isso carregadas de potencial significativo". 

O romance, continua o júri, que é um "retrato de uma microsociedade unida pelo espaço em que vivem os personagens", organiza-se a partir de um conjunto de vozes que dão conta de vidas e destinos que o acaso cruzou num período de tempo delimitado entre um Natal e um  Fim do Ano".

Manuel Alegre telefonou ao vencedor esta manhã. "Estou num estado de euforia: o meu objectivo para hoje é tentar não ter um ataque cardíaco", disse ao PÚBLICO, Nuno Camarneiro, que concorreu ao prémio com aquele que é o seu segundo romance mas não o escreveu a pensar no prémio. "Só decidi concorrer ao prémio depois de o ter escrito", confessou o autor. 

Este livro é, para Nuno Camarneiro, "uma exploração da ideia de purgatório": "Quase todo passado dentro de um prédio e em oito dias, entre o Natal e o Ano Novo, e cada inquilino atravessa durante esse período o seu purgatório pessoal", explica.

O prémio, no valor de 100 mil euros, é dado pela Leya, um dos maiores grupos editoriais portugueses que reúne mais de uma dezenas de editoras e chancelas de Portugal, Angola, Moçambique e Brasil. O objectivo do prémio é distinguir um romance inédito escrito em português.

Além de escritor, Camarneiro, que nasceu na Figueira da Foz, é investigador e professor. Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. 

Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. No Meu Peito não Cabem Pássaros foi a sua estreia no romance. O júri diz ainda que a escrita "é precisa e flui sem ceder à facilidade, mas reflectindo a consciência de um jogo entre o desejo de chegar ao seu destinatário, o leitor, e um recurso mínimo a artifícios retóricos em que só uma sensibilidade poética eleva e salva a banalidade e os limites do quotidiano". 

O último prémio foi atribuído à primeira obra de João Ricardo Pedro, autor do romance O Teu Rosto Será o Último, um engenheiro electrónico, de 38 anos, que estava desempregado. Segundo anunciado na conferência de imprensa desta segunda-feira de manhã, por Isaías Gomes, presidente executivo da Leya, foi o segundo livro mais vendido de 2012 em Portugal. 

O prémio, de 100 mil euros e que é o maior em valor pecuniário no domínio da literatura de expressão portuguesa, foi criado em 2008 e nas duas primeiras edições foi conquistado pelo brasileiro Murilo Carvalho e pelo moçambicano João Paulo Borges Coelho. Na terceira edição não foi atribuído.  

Enquanto analisa os inéditos, o júri não sabe por quem foram escritos, se são homens ou mulheres, se são iniciados ou consagrados. Só depois de a obra estar escolhida é que se abrem os envelopes com a identidade de quem concorreu. O júri do Prémio LeYa 2012, presidido por Manuel Alegre, é ainda constituído pelos escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, por José Carlos Seabra Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, crítica literária e professora da Universidade de São Paulo.

Fonte: Público

10 de dezembro de 2012

Opinião sobre "A vida passou por aqui" de Luís Francisco


Luís Francisco - "A vida passou por aqui"

Luís Francisco dividiu este seu 1º romance num determinado número de capítulos, atribuindo a cada um o nome de um personagem que, na primeira pessoa, vai analisando com algum desencanto a própria vida, reconhecendo não ter querido, podido ou sabido, aproveitar as oportunidades que a vida vai concedendo, sobretudo a nível afetivo. A vida passou, pois, "foi ali" sem que a tivessem conseguido agarrar. Este esquema mantém se com alguma monotonia para todas as personagens, a cada um dos quais dedicou vários capítulos. Porém, os personagens relacionam-se entre si através de uma tão intrincada rede, como se de uma comunidade fechada se tratasse, como se mais mundo não houvesse, o que lhe dá um cunho um tanto artificial, longe do realismo que se propôs.

Maria Luzia Pacheco
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

9 de dezembro de 2012

Opinião sobre "A vida passou por aqui" de Luís Francisco


Uma escrita violenta à medida do absurdo das nossas vidas – um realismo sem nenhuma complacência para com as convenções, a imagem social, o fingimento, o cinismo, a paz podre que atapeta as casas de muito antro familiar e lá se instala.

Nem vale a pena sequer fingir que temos esperança, que temos uma vida “… o azar estatístico de nascer português, uma porra de país em que parece que as coisas funcionaram e afinal não …” ,“…. jantares de merda a custar os olhos da cara, gajas e futebol” “ … e ninguém pode viver disto, desta romaria maquinal a bares e restaurantes.” Pessimista?

Serenidade, diz uma das nossas colegas, nem sempre, digo eu. Muito menos quando Luís Francisco refere certos lobbies da cultura, parece que os estamos a ver – uns “ … enciclopédia de sensibilidade artística…” outros, “ …para lhes regarem o ego”  –  opinião  mordaz de  um dos intervenientes da história  que se interroga se  “…havia de aproveitar para os mandar à merda.”

Poderosas, as palavras de machos muito machos “…a bexiga das mulheres deve ter sido feita na mesma fábrica de pigmeus onde lhes montaram o cérebro… “
Mas a cada leitor seu sentimento. Segundo o autor, há até quem tenha atribuído a estas personagens o epíteto de disfuncionais.

Se bem que concorde com os que encontram na narrativa uma diferença de tom a partir de determinado ponto – a que alguns podem chamar serenidade, cá eu leio outra coisa, provavelmente tão longe da verdade como qualquer outra, que nestas coisas é só a gente a falar, que nem sequer, ou ainda menos o autor saberá o que a alma lhe ditou.

Leio certa suavidade, a raiva do início a adormecer para o final da narrativa, tenho a ilusão de ter lido uma razão maternal. Não se ponham com gritos de que já cá faltava esta, pois Freud explica, e o amor de mãe blá, blá, blá. É que Lena e Joana se podiam chamar esperança e até Pedro imagina – Sinto que cheguei a bom porto. Mas nada é certo, que a narrativa se abre, tal qual a vida que passa por aqui, uma roda-viva.
O leitor a ler à sua maneira. Vale, digo eu, à nuestros hermanos.

O que gostaria de ter sugerido ao autor – Fale-nos da sua mãe. Ou das mães da sua vida. Podia ter aproveitado a breve referência que fez mas achei que não devia insistir – Aprofunde lá isso, Sr. autor.

Não conhecia o Luís Francisco. É sempre um risco que pode não compensar conhecer a pessoa que o autor é, ou mostra em público. Todos somos muita coisa e iludimos muito de nós, para o pior ou para o melhor. Não acontece com este homem de valores que vão rareando e, como disse a Rosa, transparente. Alguém que é capaz de admitir que chora, com lágrimas e tudo.

Maria João Carrilho
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

7 de dezembro de 2012

Opinião sobre "A imperfeição do presépio" de António Manuel Marques


António Manuel Marques - A imperfeição do presépio

Se na forma se poderão aduzir muitas considerações estilísticas (relato, novela, descrição, etc) já no fundo constitui uma obra em que a verdade, a simplicidade, a sensibilidade, o trato humano, me satisfizeram totalmente, como obra portuguesa, temendo embora que, na eventual tradução para francês, se perca muito do sabor popular, da verdade intrínseca do livro; mas pelo que conheço de bastantes franceses que contactei já penso que o cinema Verité e o realismo italiano os ajudará a perceber este livro.

Francisco A. Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

6 de dezembro de 2012

Opinião sobre "Alma rebelde" de Carla M. Soares


Carla M. Soares - Alma rebelde

Numa escrita simples em diálogos bem desenvolvidos, expõe-se, numa procura intimista, toda a incerteza do encontro do outro que lhe foi prometido em casamento.
sente-se só, desamparada, entregue aos sabores dos tempos em que as decisões não lhe cabem, mas, antes, a aceitação lhe é imposta.
Vive em angústia persistente até conhecer a alma que lhe coube em sorte. Sua rebeldia tem acolhimento na perfeição encontrada e no amor descoberto.


Augusto Freire Martins
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras) 

5 de dezembro de 2012

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro


João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último


Boa estrutura do romance.
Tem dramatismo, ironia, crueldade, bizarria, mistério, impossibilidade(s), mas também muita sensibilidade e humanidade.
Muito presente a questão da memória e do sofrimento que lhe está ligado. Expressão de dor muito bem conseguidas.Também muito presente a problemática da amputação. Que simbolismo? Enigmas não resolvidos que nos fazem pensar e pensar... Gosto disto.


Rosa Aquino 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

4 de dezembro de 2012

Opinião sobre " O teu Rosto Será o Último" de João Ricardo Pedro

" Narrativa que conta a história duma família, através das memórias
 e duma forma não linear.
 Diversidade de registos em que o cómico e o dramático são trabalhados
 com algum cuidado.
 Uso excessivo do calão."

Anónimo
Grupo de Leitores de Algés