23 de novembro de 2012

Opinião sobre "O intrínseco da Manolo" de João Rebocho País

João Rebocho Pais - "O intrínseco de Manolo"

Uma supresa. Palavrosa, certamente, trágica-cómica q.b, um desfile de personagens retratadas em suas pecularidades e amores cruzados.Ainda assim faltam ligações e apresentações devidas do povo consavaneiro, de quem fiquei com vontade de conhecer melhor. Por vezes perde-se o fio à meada, noutras encontra-se a alegria ou a introspecção, num carrosssel de ideias tresmalhadas e muito trabalhadas, isto no que se refere ao constante regatear se sinónimos, ditos populares, recursos literários e estilísticos em contínuo e confuso retrato do Alentejo. Por um lado, original, por outro, frívolo. Um entretenimento confuso, vá. 



 Sofia F.
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

21 de novembro de 2012

Opinião sobre "E a noite roda" de Alexandra Lucas Coelho

Alexandra Lucas Coelho - "E a noite roda"

Livro bem escrito. Narrativa fluída e bem construída  que deixa no ar o sabor a magia e fascínio. A história decorre no Médio Oriente, num ambiente de conflitos violentos, e fala da paixão que acontece entre a narradora Ana, e um colega, Leon, ambos em trabalho, como repórteres de guerra. A narrativa, feita como uma retrospectiva das vivências - conflitos no terreno vividos em paralelo com os conflitos na alma - permite que Ana relembre o que sobrou (certamente o mais marcante) com a lucidez de um distanciamento de quatro anos. Com lucidez e alguma mágoa racionalizada, Ana olha para trás - «escreve para tornar real» - para antes do começo, analisa as subtilezas da sedução, o fascínio das vivências que se vão sucedendo, o medo-ai-ai-da-perda, o não-sim, o «e agora?, parece-me que»,.. o fim que já o foi sem o ter sido. Ana relembra e escreve, para melhor lidar com a dor. Atenta a pormenores que então não existiram, busca entender as etapas do jogo, as jogadas de cada parceiro, a chegada, enfim, ao resultado final... E nesta busca, há observações, raciocínios e atitudes que revelam, por vezes com enorme subtileza, diferenças de base entre o ser feminino e o masculino. Perceber para atingir paz interior. Será que atinge??? Livro cujo fascínio fica no ar, mesmo depois de fechado, concluída a última página. 

 M. Matos
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

20 de novembro de 2012

Opinião sobre "A vida passou por aqui" de Luís Francisco

Luís Francisco - "A vida passou por aqui"

Destaco as personagens primorosas e de análise pessoal e humana. História viva e real, de gente verdadeira, com vícios e virtudes, gente que todos conhecemos no quotidiano. Extraordinário o encadeamanto das vidas ao longo do romance, plausível e muito interessante no global. 

 Francisco Gomes
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

18 de novembro de 2012

Festival do Primeiro Romance 2013 - Pré-selecção portuguesa

Os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras e Algés encerraram a lista final da pré-selecção portuguesa para o Festival do Primeiro Romance de 2013.

De todos os primeiros romances publicados entre Novembro de 2011 Outubro de 2012, os nossos Grupos de Leitores seleccionaram 11 títulos.

Assim, a pré-selecção portuguesa para a edição de 2013 do Festival do Primeiro Romance é constituída por estes 11 livros:

Alexandra Lucas Coelho - E a noite roda
Ana Miranda - O Diabo é um homem bom
Ana Sofia Fonseca - Como carne em pedra quente
António Manuel Marques - A imperfeição do presépio
Bruno Margo - Sandokan e Bakunine
Carla M. Soares - Alma Rebelde
Luís Francisco - A vida passou por aqui
João Bouza da Costa - Travessa d'Abençoada
João Rebocho País - O intrínseco de Manolo
João Ricardo Pedro - O teu rosto será o último
Tiago Patrício - Trás-os-Montes

Depois deste fase, diversos Grupos de Leitores de língua portuguesa em França vão ler esta pré-selecção para que em Fevereiro de 2013, com as opiniões de todos, seja possível seleccionar o autor de primeiro romance que vai representar Portugal em Chambéry, no Festival do Primeiro Romance, em Maio de 2013.

Boa sorte para todos os autores! E boas leituras!

17 de novembro de 2012

Luís Francisco no Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras

No passado dia 13 de Novembro, Luís Francisco, autor do livro "A vida passou por aqui" esteve à conversa com os leitores do Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras.

Sendo um dos títulos que fazem parte da Pré-selecção portuguesa para a edição do Festival do Primeiro Romance de 2013, tínhamos curiosidade em conhecer o autor por detrás do livro e o homem por detrás da história, ou deste caso das histórias.

Ao longo de quase 2 horas ficamos a conhecer melhor o autor, o percurso literário e as histórias por detrás da publicação do livro.

Três meses depois de ter enviado o livro para a editora, Luís Francisco ainda aguardava uma resposta! Achou que o seu texto devia ser lido sem qualquer pressão ou favorecimento e por isso limitou-se a aguardar, pacientemente, a decisão da editora. Finalmente a resposta chegou e foi positiva! Um estagiário que primeiro leu o texto original do autor recomendou a sua leitura a Maria do Rosário Pedreira, apelidando-o de um conjunto de personagens disfuncionais que se entrecruzam.

Se é verdade que por vezes o escritor faz de Deus, cria um mundo, inventa pessoas, relações, faz-lhes maldades, a primeira preocupação de Luís Francisco foi que as suas pessoas fossem reais que a certa altura as personagens começaram a ter vida própria. Como o próprio autor disse: "Durante algum tempo somos donos da história e das personagens, mas a partir de um dado momento, o ritmo de trabalho muda. Passa a ser o livro que nos chama, já não és tu que decides. É como se as personagens estivessem à espera que escrevesses o capítulo seguinte."

Também a primeira impressão que o leitor tem de cada personagem, em algum dos casos e das histórias, não é a que se vai confirmar ao longo do livro. O autor tinha um final  mais cor-de-rosa e foi a sua mulher que sugeriu que aquele final não estava de acordo com o resto do livro; era como se de repente tudo ficasse bem e a história terminasse.

Em A Vida Pas­sou por Aqui uma per­son­agem diz: "Tu só que­rias pas­sar pela vida, eu que­ria que a vida pas­sasse por mim". Luís Fran­cisco pre­cisou que a vida pas­sasse por ele para fazer este livro.

Aqui ficam algumas frases do autor durante a sessão:

"Se eu fosse mais seguro não estava à espera de ter 40 e tal anos para editar um romance. Provavelmente, já teria editado antes, mas seria seguramente pior porque acho que a vida tem de passar por nós para depois sair."

“Criar é um espaço de liberdade. No jornalismo não posso criar. Numa reportagem tenho de lidar com o que acontece e com o que me dizem.”


"A vida está sempre a acontecer. Estamos metidos lá dentro, não temos noção de quem está a puxar a corda por nós. Às vezes levamos um puxão sem saber bem de onde, nem por que é que aconteceu.”
Em nome do Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras agradeço ao Luís Francisco o interesse e a disponibilidade! 

15 de novembro de 2012

Bruno Margo - Sandokan & Bakunine

Autor: Bruno Margo
Título: Sandokan e Bakunine

BIOGRAFIA

Bruno Margo nasceu em Benguela, Angola, em 1973. Cresceu e viveu em Lisboa, onde estudou Ciências de Comunicação, variante de cinema. Um curso de realização cinematográfica levou-o a Nova Iorque, uma cidade que sempre quis conhecer. De regresso a Portugal, teve as suas primeiras experiências profissionais em rádio, cinema e televisão. Trabalhou como assistente de produção e de realização, guionista e editor. 
A possibilidade de conciliar os seus maiores interesses, cinema e literatura, levaram-no à escrita, primeiro sob a forma de guiões para filmes e, mais tarde, aos romances. Sandokan & Bakunine, o seu livro de estreia, começou assim, como uma sinopse de um filme que gostaria de realizar. O mesmo se passa com o seu segundo romance, que está neste momento a escrever, em Cadrezzate, uma pequena cidade no Norte de Itália onde vive desde 2010.


SINOPSE

Esta é a história de um escritor a quem roubaram um computador portátil e cujo romance incompleto aparece na Internet, desencadeando inesperadas reacções. Mas é também a história contada no próprio romance: a das férias de Artur - um adolescente asmático e apaixonado -, marcadas pelo desaparecimento misterioso de uma rapariga, que ele, com a ajuda de um detective e a companhia de um cão, tentará a todo o custo desvendar. 

E é enfim a história do explorador irlandês B. A. Barrow, mordido por uma mariposa-vampiro na Papua-Nova Guiné, a partir dos seus próprios diários. Porém, como se tudo isto não bastasse, a narrativa traz-nos ainda um pintor que matou o pai pensando que era um demónio, uma mulher que fez uma viagem a preto e branco, um serial killer de feras no zoo de Tóquio e um leque de outras personagens e episódios inesquecíveis, que fazem de Sandokan e Bakunine um dos mais originais romances em língua portuguesa. 
Com reminiscências cinematográficas - tão depressa os adolescentes de Éric Rohmer como a estrutura intricada de filmes como Magnólia ou Mulholland Drive -, o presente romance pode ser lido e relido sem se esgotar, oferecendo sempre novas e surpreendentes perspectivas. Imperdível.

14 de novembro de 2012

Ana Miranda - O Diabo é um homem bom

Autor: Ana Miranda
Título: O Diabo é um homem bom

BIOGRAFIA


Ana Miranda nasceu em Bragança em Abril de 1967. Estudou Literatura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa, mas foi do Jornalismo que fez profissão. 
Há 22 anos que se divide, com igual paixão, pela televisão, imprensa e rádio. 
Foi um projecto de televisão que a levou para Lyon, França, onde vive desde 1999 e é jornalista de política internacional.
A escrita era um projecto à espera, desde que participou num dos primeiros concursos de Jovens criadores, em 1996, tendo conquistado o prémio de honra que lhe permitiu participar na Bienal da Guarda, 1997.
O Diabo é um Homem Bom é a sua primeira obra publicada.


SINOPSE


O terreno de jogo estendia-se às searas indomáveis de centeio e trigo, atravessadas por labirintos e túneis vegetais, onde jogávamos às escondidas. Foi numa dessas brincadeiras que um casaquinho de lã, azul-pálido, azul-bébe, me conduziu ao primeiro morto. Ao primeiro nado-morto da minha longa vida de mortos.

O corpo morria asfixiado num saco de plástico, ensanguentado. O vento chicoteava as espigas e escoava o fedor da morte, pelo ventre da terra revolvida. Foi também o vento que denunciou o barulho de passos nas proximidades, ainda a tempo de tornar-me invisível. Por entre as espigas altas, vi a figura da minha mãe crescer, passo a passo. Vi os seus chinelos rasos de trazer por casa a pisar as hastes amareladas, mas ainda tenras do trigal. Usava o mesmo avental, estampado de um violento colorido de frutos vermelhos, que lhe vira vestir na manhã desse dia. Como era seu hábito, as mãos vinham abrigadas sob o avental, como se transportassem um segredo. Em casa, era o gesto que calava as cartas dos seus amantes. Ela não sabia que eu sabia do seu disfarce.

13 de novembro de 2012

Opinião sobre "A imperfeição do presépio" de António Manuel Marques



António Manuel Marques - A imperfeição do presépio

Gostei da fluência do "discurso", do conteúdo do discurso, da boa caracterização das personagens anónimas, do ambiente e das circunstâncias envolventes.
Gostei das recordações de um mulher sem nome, com uma história de vida sofrida, pesada, com um discurso assumido e a missão de "mantê-los próximos". De um mulher "resignada", mas que partiu para a constituição de uma família com a LIBERDADE de escolher O SEU HOMEM. Uma resistente, com um discurso interior salvador, impulsionador, sem ressentimentos. Onde vai buscar a sua força. E que GOSTAVA DE LER. "Sempre e aprender", na vida e nas leituras.

Rosa Aquino 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

12 de novembro de 2012

Opiniões sobre "Travessa d' Abençoada" de João Bouza da Costa


João Bouza da Costa - Travessa d'Abençoada

Gostei desta escrita que tratando assuntos invulgares, os retrata com capacidade descritiva invulgar.Todos os capítulos com a sequência horária (agarram o leitor) como se fossem contos dispersos; um dos elos é a droga e os seus consumidores. A Travessa com os seus habitantes, agora tão dispares, não parece ficção. Há na cidade de Lisboa esta realidade. O autor demonstra uma cultura selectiva, quer na área musical, na poética e na plástica. Sensível quando é necessário; rude e sem contemplações q.b.

Maria Aguiar
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

8 de novembro de 2012

Breve entrevista a António Manuel Marques - A imperfeição do presépio

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro "A Imperfeição do Presépio"?
R- Este livro inaugurou o meu investimento na ficção, pois a minha experiência editorial, até agora, tem sido exclusivamente de cariz académico e pedagógico. Apesar das características que distanciam esses tipos de escrita e de edição, vejo continuidade e complementaridade entre este livro e o meu trabalho anterior. Ainda que me agrade muito o rigor próprio da investigação e não tenha dificuldade em seguir os seus preceitos, fui sentindo, ao longo dos anos, que esse modelo restringia a minha vontade de questionar contextos, pessoas, pensamentos e vivências atuais e passadas. Por outro lado, como, desde 1987, tenho trabalhado em torno das questões da sexualidade, da saúde e, mais tarde, do género, tendencialmente, com recurso a entrevistas, fui acumulando memórias muito ricas acerca dos universos privados e públicos. Diria, portanto, que a escrita de ficção estimula a minha capacidade para imaginar e especular acerca do que ouço e observo, com liberdade total, algo que um trabalho académico sobre a mesma pessoa ou situação, em princípio, não permitiria. 

 2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Escrevi a maior parte deste livro há mais de uma década e o contexto ilustra bem o que quis dizer na questão anterior. Estava a redigir a tese de mestrado em psicologia social, sobre as representações sociais do/a parceiro/a conjugal ideal [As Árvores de Deus e as Suas Flores. Psicologia social das relações amorosas. Lisboa: Fim de Século, 1998]. Ainda que estivesse muito satisfeito com os resultados e sem dificuldade em cumprir as normas que caracterizam esses trabalhos, senti necessidade de ter um documento em segundo plano, ao qual recorria em momentos de cansaço. Nele fui agregando memórias soltas da minha infância e, sem o ter planeado, assumindo uma voz no feminino e outra no masculino, sempre em torno da conjugalidade, da paternidade e da maternidade. Cedo me dei conta de que a ‘voz da mulher’ era bem mais rica e estimulante e foi essa quem predominou, passado a dominar a minha escrita e expressividade. Através dela pude recuperar muitas vivências diretas, mas também outras que me foram narradas, uma vez que o tempo da ação cobre praticamente todo o século XX. Através desse livro concretizo o desejo de dar voz e visibilidade àquelas e àqueles que, em geral, estão mais obscurecidos na produção literária atual, ainda que, felizmente, alguns autores lhe dediquem atenção. Não tenho a pretensão de fomentar um possível neo-neo realismo, por não ter qualidades para tal, mas defendo a necessidade de retratar a complexidade humana, num mundo desigual e injusto.

3- Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Com este livro não esgotei o meu interesse pelo passado nacional e por essas vozes anónimas. Por isso, tenho já bastante adiantado outro original, igualmente centrado no universo do feminino, desta vez com mais vozes/personagens, localizado em Lisboa, num tempo que considero fascinante: a primeira metade da década de 1970. Espero conseguir transmitir a quem queira ler a razão desse fascínio. 

Fonte: Novos Livros

1 de novembro de 2012

João Rebocho Pais - "O intrínseco de manolo"

Sobre o livro - O intrínseco de manolo de João Rebocho Pais, uma opinião da editora Maria do Rosário Pedreira no blogue Horas Extraordinárias:

"Já aqui falei de O Intrínseco de Manolo, um romance de estreia muito divertido e acutilante publicado recentemente com a chancela da Teorema. É a história de um casal alentejano – o Manel e a Maria – que a mediocridade da aldeia maldiz e acusa, mas cujo amor parece resistir a todas as safadezas, se não metermos a morte nisso. O seu autor, João Rebocho Pais, leitor apaixonado que passa demasiadas horas nos aviões, confessa que nunca tinha pensado publicar profissionalmente um livro, mas ainda bem que se enganou, porque o romance tem personagens que ficarão na nossa memória para sempre, por boas e más razões (um tasqueiro vestido de enfermeira e maquilhado não se esquece do pé para a mão). Amanhã, vamos ouvir, por exemplo, o que pensa Luís Filipe Borges da obra na sessão de apresentação pública que terá lugar na Livraria Buchholz pelas 19h00. Tenho alguma curiosidade em saber se a tónica será nas personagens algo disfuncionais e cómicas como Tonho ou Idalina, se, pelo contrário, o apresentador se deterá nas diferenças entre os Manéis e as Marias de Cousa Vã e as Conchitas e Manolos de Ciudad del Sol, ali mesmo ao lado. Mas, para isso, é mesmo preciso ir lá. Estão todos convidados."

31 de outubro de 2012

Opinião sobre "Demência" de Célia Correia Loureiro

Célia Correia Loureiro - Demência

Desenvolvendo-se essencialmente em torno de um caso de violência doméstica, o tema é aqui tratado com uma tamanha vulgaridade e com relato de desinteressantes e repetidos pormenores que, nada acrescentando à história, tornam o livro banal e fastidioso.

Maria Luzia Pacheco
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

30 de outubro de 2012

Opinião sobre "O teu rosto será o último" de João Ricardo Pedro

João Ricardo Pedro - "O teu rosto será o último"

É um romance com uma estrutura de pequenos episódios, sempre com o mesmo protagonista. Em cada episódio vão aparecendo diferentes personagens, mas todas elas com elos familiares e/ou afectivos. Todas elas vão ajudando a desenredar "o fio da meada" daquela família, naquele tempo.
Uma linguagem cuidada e por vezes cheia de recursos estilo mas também uma linguagem coloquial, fazendo destacar personagens ou situações.

Irene Cardona
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

29 de outubro de 2012

Opinião sobre "O intrínseco de Manolo" de João Rebocho Pais

João Rebocho Pais - "O intrínseco de Manolo"


Portugal, esta pequena aldeia em que se tomam as aparências pela realidade. A vida de cada vizinho, do outro, é sempre um exemplo do que está mal em contradição com aquilo que eu faço, não assumido e tanta vez escondido.

Rouba-se , mente-se, perverte-se,mas  ninguém é pecador, a não ser o outro.  Cá eu nem pensar, os outros ,sim. 

Arnaldo passa por ser um senhor, Manolo por ser corno. Idalina assume a sua escolha  – "Era  porca e pronto. Que se lixasse que se fodesse, que fosse morrer longe a cambada que por  ali crescia como ervas daninhas, a chusma de amorfos feito gente, a manada de falsas puritanas."

Se algum de nós tivesse o poder do narrador, de espreitar verdadeiramente a realidade, seríamos mais capazes de interromper as deliciosas histórias de intriga que nos contam com um  não é bem assim, sabe-se lá se, e até de nos olharmos ao espelho da verdade.

Ninguém é tão magnificamente mau nem maravilhosamente bom. Há sempre um outro lado das coisas. Julgamentos precipitados divertem-nos, à mesa da tasca do Toino ou em assembleias bem frequentadas .

E se há uma moral nesta história, que se conta com toda a ironia e ternura e que amiúde nos é servida em pratos nojentos picados por varejeiras ou cheiro a esgoto de latrina mal-cheirosa, é que nada é o que parece. Todos temos um íntrinseco. E muito poucos lá chegam.

Um hiper-realismo mesclado de apelo melancólico à natureza, seja esta  a azinheira ou a paisagem humana. Num estilo muito apelativo pelas emoções e sensações que provocam no leitor, da nostalgia à repulsa, ao vómito, ao riso e ao sorriso, que remete para o surreal ou  mesmo a estéticas  a que alguns chamariam “da crueldade”. 

Fiquei fã.

Maria João Carrilho
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

25 de outubro de 2012

Opinião sobre "A vida passou por aqui" de Luís Francisco

Luís Francisco - "A vida passou por aqui"

São encontros de vidas cansadas umas, mansas outras. Todas elas em busca de algo que as preencha e realize os seus sonhos.
Luis Francisco surpreende-nos com uma escrita que nos prende e agarra por dentro; é arte que toca e nos seduz.

Augusto Freire Martins
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

24 de outubro de 2012

Opinião sobre "O intrínseco de Manolo" de João Rebocho Pais

João Rebocho Pais - "O intrínseco de Manolo"


Gostei desta escrita! Até o título nos leva a questionar!
A azinheira tem um papel preponderante no íntimo do protagonista. As palavras, melhor os palavrões, não chocam, porque o autor sabe aplicá-los.
Se ainda houvesse dúvidas quanto à qualidade da escrita bastará ler os 2 últimos capítulos, "A família" e "Epílogo" para ficarmos rendidoas a este primeiro romance do João que merece ir apresentá-lo a Chambery.


Maria Aguiar 
(Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Oeiras)

22 de outubro de 2012

Luís Francisco - A vida passou por aqui

Autor: Luís Francisco
Título: A vida passou por aqui

BIOGRAFIA




Luís Francisco nasceu em 1964. Actualmente, é jornalista do diário Público, tendo trabalhado no Expresso e na RTP. Escreveu guiões para duas longas-metragens, um deles em co-autoria. A Vida Passou por Aqui é a sua estreia na ficção.








SINOPSE


Que relação poderá existir entre um motorista de táxi à beira da reforma, um toxicodependente que rouba carteiras, um arquitecto com mão leve, uma solteirona apostada em fazer o bem ou uma rapariga que disse aos pais que andava na faculdade e, afinal, vive à custa de um homem casado? E entre um pinga-amor sempre agarrado ao telefone, uma mulher que só tem olhos para o filho, um empresário de sucesso a criar barriga e uma mulher-a-dias acusada de um crime que não cometeu? Aparentemente, não existem quaisquer laços entre estas e as outras personagens deste romance, mas a verdade é que os nós são muitos - e quase sempre difíceis de desatar. Numa história com uma construção extremamente original, em que desfilam figuras muito diferentes, mas todas inesquecíveis, A Vida Passou por Aqui é uma espécie de confirmação da teoria do efeito borboleta: porque, na teia que é a vida, sempre que alguém puxa um fio, mesmo sem se dar conta, acaba por embaraçar, mais do que gostaria, as vidas alheias…

30 de agosto de 2012

Ana Sofia Fonseca - "Como carne em pedra quente"

Autor: Ana Sofia Fonseca
Título: Como carne em pedra quente


BIOGRAFIA

 
SINOPSE

Laura, 45 anos. Estas páginas são ela. Mulher entre a vida e a morte. Presa entre o passado e o futuro. A tentar gravar quem foi - para se deixar à filha, para não morrer por inteiro, para selar contas com a memória. À beira do fim, a reviver o início. Quase a loucura, quase a lucidez. A sombra da mãe. A infância em África, a vida tecida em Lisboa. A doença a atingir a normalidade dos dias. A armadilha de um grande amor. E a lembrança da avó. Histórias a cruzarem-se, a darem as mãos sem aviso. Porque, na vida, todas as realidades são vizinhas.4este livro é uma viagem com partida da cabeça de uma mulher, passagem pelas vidas dos que a rodeiam e pelo país, do Estado Novo até hoje.

Alexandra Lucas Coelho apresenta "E a noite roda" - RTP

Alexandra Lucas Coelho apresenta "E a noite roda" - Cultura - Notícias - RTP
[Vídeo]

27 de agosto de 2012

João Rebocho Pais - "O intrínseco de manolo"

Autor: João Rebocho Pais
Título: O intrínseco de manolo


BIOGRAFIA

João Rebocho Pais nasceu em Lisboa em 1962. Cresceu no bairro de Olivais Sul, terra fértil em personalidades de vulto, de filantropos a vigaristas, de homens de ciência e cultura a comerciantes de mercadorias ilícitas. Entrou para a aviação comercial em 1985, trabalhando há mais de vinte cinco anos como comissário de bordo, o que lhe tem permitido conhecer culturas muito disintas e inspiradoras. Tem dois filhos, Miguel e Francisco, sem os quais nada entende. Nunca imaginou escrever uma história para tanta gente. Até agora, os livros tinham sido apenas uma doce e viciante dependência.O Intrínseco de Manolo é a sua estreia no romance.
 
 
 
SINOPSE
 
Na aldeia alentejana de Cousa Vã - vizinha da espanhola Ciudad del Sol - o nome de Manolo anda nas bocas escancaradas dos que passam as tardes na tasca a aviar minis, quiçá para que ninguém repare no que realmente se passa em suas casas - e talvez seja melhor assim. É, porém, facto indesmentível que Maria tem o hábito de desaparecer às sextas-feiras - e isso basta para que a mediocridade omnipresente faça do marido um adornado e da chacota um estranho alívio para a dureza dos dias. Manolo refugia-se do falatório acusador à sombra de uma azinheira secular, único ser vivo com quem pode dividir agora as suas mágoas; e, embora certo da virtude da sua Maria, não ignora a missiva que o carteiro lhe deixou em casa nessa manhã e que trazia - pois é - remetente espanhol… No jogo repetido que é o dia-a-dia dos lugares pequenos - onde ninguém ganha e quase todos perdem -, a descoberta da improvável verdade trará, mesmo assim, a Manolo a oportunidade de mostrar aos conterrâneos, de forma anónima, o seu intrínseco, seguindo os ensinamentos dos que, sendo velhos ou já desaparecidos, são parte importante da sua história - e da de Cousa Vã. Com um trabalho notável na composição das figuras e uma recuperação inteligente da linguagem popular de um Alentejo quase mítico, João Rebocho Pais estreia-se na ficção com um romance terno, mágico e, ocasionalmente, escatológico sobre o poder da excepção sobre a regra.

23 de agosto de 2012

João Ricardo Pedro - "O teu rosto será o último"

Autor: O teu rosto será o último
Título: João Ricardo Pedro


BIOGRAFIA

João Ricardo Pedro nasceu em 1973, na Reboleira, Amadora. Curioso acerca da força de Lorentz, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico. Durante mais de uma década, trabalhou em telecomunicações sem, no entanto, alguma vez ter aplicado as admiráveis equações de Maxwell. Na primavera de 2009, em consequência do carácter caprichoso dos mercados, achou-se com mais tempo do que aquele de que necessitava para cumprir as obrigações do quotidiano. Num acesso de pragmatismo, começou a escrever. O Teu Rosto Será o Último é o seu romance de estreia.
 
 
 
 
SINOPSE
 
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?

22 de agosto de 2012

Alexandra Lucas Coelho - "E a noite roda"

Autor: Alexandra Lucas Coelho
Título: E a noite roda

BIOGRAFIA

Alexandra Lucas Coelho nasceu em Dezembro de 1967. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente / Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. Em 2007 publicou "Oriente Próximo" (Relógio D’Água), narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. «Caderno Afegão» é o seu segundo livro.
 
 
SINOPSE
 
E a Noite Roda é a história de Ana e Léon, uma catalã e um belga que se conhecem em Jerusalém e ao longo de dois anos vivem uma paixão intermitente, do Médio Oriente à América, passando por vários lugares da Europa.

31 de julho de 2012

Autor: Carla M. Soares
Título: Alma Rebelde       

                                                                          
BIOGRAFIA
Carla M. Soares (nasceu em 1971) tem um longo percurso académico. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, tirou o mestrado em Estudos Americanos, em Literatura Gótica e Film Studies e tem um doutoramento em História da Arte. A docência tem sido a sua principal actividade profissional. Passou naturalmente de leitora compulsiva a escritora.




SINOPSE

No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?





20 de julho de 2012

Célia Correia Loureiro - "Demência"

Autor: Célia Correia LoureiroTítulo: "Demência"

BIOGRAFIA

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, e garante que a sua vocação é a escrita. O amor pela literatura nasceu cedo, quando começou a ilustrar histórias da sua autoria. Dedica-se ao conto infantil, à poesia, à prosa e ao romance. Com a obra “Demência”, dá-se pela primeira vez a conhecer ao leitor.





RESUMO

No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.
Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…


18 de julho de 2012

António Manuel Marques - "A Imperfeição do Presépio"

Autor: António Manuel Marques
Título: A Imperfeição do Presépio

BIOGRAFIA
António Manuel Marques nasceu em Lisboa em 1961. É docente do ensino superior e tem investigado e publicado nos domínios da sexualidade, saúde e psicologia social do género. Ao dar início à escrita literária, continua a explorar os temas em que tem investido, fazendo uso da liberdade estilística e narrativa que a ordem académica não aconselha ou não permite






 
RESUMO


«O casamento. Do meu casamento não tenho grande coisa a dizer. De outra maneira, mas era uma noiva, pois claro. Qual branco? Lá não era assim. Éramos simples, não tínhamos direito a essas coisas que há hoje. Os vestidos a arrojar pelo chão, essa fantochada toda. Nem eu me via metida nessas andanças. Naquele tempo, era tudo simples.»
Assim começa a narrativa de vida de uma mulher vulgar, mas única, que nos guia pela pequena História portuguesa do século XX. A sua versão na primeira pessoa é parcial, mas nem por isso menos representativa de memórias coletivas acerca do interior rural e da migração para uma capital que, aos poucos, alargou os seus limites para espaços menos urbanizados. O autor serve-se do discurso intimista e reflexivo da protagonista para construir um olhar feminino sobre os universos conjugal, familiar e do trabalho, recorrendo, pontualmente, a publicações da época e, sobretudo, aos saberes de figuras reais com quem se cruzou direta e indiretamente.

11 de julho de 2012

João Bouza da Costa - "Travessa d'Abençoada"

Autor: João Bouza da Costa
Título: Travessa d’Abençoada

BIOGRAFIA

João Bouza da Costa nasceu em Lisboa (1954) e passou a infância em África (Luanda). Tem levado uma vida anticíclica, sempre a fugir dos acontecimentos históricos: deixou Angola quando nesta se iniciava a gesta independentista (1963), abandonou Portugal logo após a revolução de Abril (em setembro de 74) e escapou da Alemanha em 89, pouco antes do grande êxtase coletivo da queda do Muro. Nesse aspeto, assemelha-se a um heterónimo de um heterónimo de Pessoa. Ao contrário destes, porém, tem mulher e três filhos, que o fizeram experimentar o peso e a leveza do mundo. Meteu-se, com fraco sucesso e por pura necessidade, em muitas e variadas lides: foi carteiro, limpador de vidros, vendedor de vinhos, pintor de cenários de ópera, professor de uma pretérita ortografia, tradutor e intérprete, mas terá talvez sido o acaso das novas tecnologias, com a sua facilidade para rasurar e sintetizar, que o ajudou a ultrapassar o fado dos papelinhos avulsos e a chegar-se um pouco mais à escrita e a si próprio.


SINOPSE

Uma criança autista escuta os sons de dois corpos entregues ao sexo e convoca os seus deuses contra a derrocada do tempo. Um tradutor apropria-se, coxeando, da sua cidade, enquanto a música inunda a noite e a sua mulher se debate com a memória. Um velho preso no labirinto da raiva enfrenta a morte caído numas escadas. Pessoas de uma pequena travessa de Lisboa, vinte e quatro horas da vida no mundo.

10 de julho de 2012

Início da selecção para o Festival do Primeiro Romance de 2013

Os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO), iniciam este mês as leituras com o objectivo final de seleccionar o autor que irá representar Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry em 2013.

Nesta fase, os participantes dos Grupos de Leitores das BMO  têm de efectuar uma primeira selecção de entre todos os primeiros romances publicados entre Novembro de 2011 e até Outubro de 2012, que posteriormente será enviada para a organização do Festival, em França.

Em Fevereiro de 2013, os Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras completam a segunda fase desta selecção, listando os 3 autores que podem vir a representar Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry em 2013.

Até ao momento já foram identificados 11 títulos de primeiros romances, que estão em destaque no banner colocado no cabeçalho deste blogue.

Estão neste momento já identificamos os seguintes títulos de primeiros romances:

Alexandra Lucas Coelho – E a noite roda (Tinta da China, 2012) – 248 p.
Ana Sofia Fonseca – Como carne em pedra quente (Clube do Autor, 2012) - 156 p.
António Manuel Marques – A imperfeição do presépio (Bertrand, 2012) – 128 p.
Carla M. Soares – Alma rebelde (Porto Editora, 2012) – 288 p.
Cecília Honório – Gaiola de Fantasmas (Bertrand, 2012) – 152 p.
Célia Correia Loureiro – Demência (Alfarroba, 2011) – 400 p.
João Bouza da Costa – Travessa d’Abençoada (Sextante, 2011) – 280 p.
João Pedro Ricardo – O teu rosto será o último (Leya, 2012) - 208 p.
João Rebocho Pais – O intrínseco de Manolo (Teorema, 2012) – 176 p.
Luís Francisco – A vida passou por aqui (Oficina do Livro, 2012) - 232 p.
Rui Guedes – O querubim azul (Papiro Editora, 2012) – 256 p.
Tiago Patrício – Trás-os-Montes (Gradiva, 2012) – 164 p.

Boas leituras!

30 de maio de 2012

Luso-jornal destaca presença de Nuno Camarneiro em Oeiras

No âmbito da participação das Bibliotecas Municipais de Oeiras no Festival du Premier Roman de Chambéry, o autor seleccionado, Nuno Camarneiro, esteve em Oeiras para falar com os seus leitores.

O Luso-Jornal noticiou a presença do autor.

23 de maio de 2012

Nuno Camarneiro na Biblioteca Municipal de Oeiras

As Bibliotecas Municipais de Oeiras escolheram Nuno Camarneiro autor do romance "No meu peito não cabem pássaros", para estar presente no 25º Festival du Premier Roman de Chambéry (França).

No próximo dia 26 de Maio, às 18:00, o autor vai estar presente na Biblioteca Municipal de Oeiras para uma conversa sobre livros.
Contamos com a sua presença!


15 de maio de 2012

Festival do Primeiro Romance de Chambéry faz 25 anos

Há 25 anos que o Festival du Premier Roman de Chambéry é testemunho do nascimento de novos autores, mas é também um evento-trampolim para esses novos talentos. Esta edição-aniversário é um convite para festejar os novos autores que estiveram presentes em Chambery pelos seus primeiros romances e que se tornaram grandes nomes do universo literário francês e internacional. Será também altura de celebrar todos os leitores que fizeram deste festival um festival singular. Porque foram eles que, ano após ano, souberam eleger, graças às suas leituras e sentido crítico apurado, os autores que marcaram estes 25 anos. São milhares de leitores que continuam a ler pelo prazer de descobrirem novas vozes, de partilhar estes grãos e dizer "nós lemos, gostámos, agora é a vossa vez"!

Fonte: FPR

8 de maio de 2012

Luso-Jornal entrevista Nuno Camarneiro

No seguimento da selecção de Nuno Camarneiro para representar Portugal no Festival du Premier Romance de Chambéry, em França, o Luso-Jornal entrevistou o autor de forma a dar a conhecer este jovem escritor.

Nuno Camarneiro, publicou em 2011 o seu primeiro romance com o título "No meu peito não cabem pássaros", livro editado pela D. Quixote.

De referir que Portugal participa desde este ano no Festival du Premier Roman, estando a selecção dos autores a cargo dos Grupos de Leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras.

 
Img: Luso-jornal

30 de abril de 2012

Nuno Camarneiro - "No meu peito não cabem pássaros"

Autor: Nuno Camarneiro
Título: "No meu peito não cabem pássaros"

BIOGRAFIA

Nuno Camarneiro nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos. Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. No Meu Peito não Cabem Pássaros é a sua estreia no romance.

RESUMO

Um livro muito bem escrito sobre três figuras maiores da literatura: Kafka, Pessoa e Borges.
Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.
Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.
Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.
Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.
Fonte: Almedina/Wook
Veja este livro no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras

9 de março de 2012

Escolha das Bibliotecas Municipal de Oeiras para o FPR 2012

Após limitarem a escolha a apenas 3 autores que escreveram os seus primeiros romances em 2011, as Bibliotecas Municipais de Oeiras, conseguiram eleger a sua escolha para a edição deste ano do Festival du Premier Roman de Chambéry. 

As Bibliotecas Municipais de Oeiras seleccionaram para o 24º Festival do Primeiro Romance de Chambéry o autor: Nuno Camarneiro - No meu coração não cabém pássaros.



Nuno Camarneiro escolhido pelas BMO para festival francês de primeiros romances

O escritor Nuno Camarneiro, autor do romance No meu peito não cabem pássaros, publicado pela Dom Quixote em 2011, foi seleccionado para participar nos encontros da 25ª edição do Festival du Premier Roman de Chambéry, iniciativa dedicada a autores de primeiros romances. Trata-se do único festival deste género em que os escritores são escolhidos pelo público. A sua actividade organiza-se em torno de dois grandes momentos: uma época de leitura de Setembro até Março, seguida do Festival, no mês de maio. Esta rede de leitura é constituída por cerca de 3000 leitores não profissionais, adultos e jovens. Através de leituras e de debates múltiplos e exigentes, os leitores votam nos romances da sua preferência e os autores distinguidos pelas redes de leitores são convidados a participar no Festival, em Chambéry.
 Durante os quatro dias em que se desenrola este evento, quinze autores de primeiros romances francófonos, dois autores de língua italiana, dois autores de língua inglesa, um autor de língua espanhola, um autor de língua alemã, um autor de língua romena e um autor de língua portuguesa, são convidados a conhecerem os seus leitores através de encontros, mesas redondas e ateliers de tradução.

Fonte:LEYA

28 de fevereiro de 2012

Bibliotecas Municipais de Oeiras são parceiras do Festival du Premier Roman de Chambéry

Em final de 2011 as Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO) foram contactadas no sentido de saber do seu interesse em, através dos seus Grupos de Leitores, representarem Portugal no Festival du Premier Roman de Chambéry (Festival do Primeiro Romance), a partir da edição de 2013.

Desde a sua primeira edição em 1987, que este festival tem como objectivo a apresentação de novos autores. Ao longo das 25 edições que se tornou num local central para descobrir novos escritores.
Antes de ter um reconhecimento protagonismo no cenário literário francês, o Festival desde há 15 anos que também apresenta novos autores europeus – Itália, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Roménia, sendo que a apartir deste ano contará também com a presença de Portugal.

Durante os 3 dias do Festival, reúnem-se na vila de Chambéry (França) os autores com os seus leitores em vários encontros, mesas redondas, ateliers de tradução, sessões de autógrafos, etc. Através de diversas actividades, o Festival torna-se uma ponte entre autores e leitores de diferentes países e línguas da europa.

Caso único em França, em que são os leitores que escolhem os autores a convidar em cada edição. A programação do Festival é feita através de uma lista de autores lidos e escolhidos por diversos grupos de leitores em França compostos por mais de 3.000 mil leitores. Anualmente, os leitores podem conhecer os novos autores europeus, oriundos dos países participantes.

A selecção dos autores é feita por grupos de leitores em cada um dos países participantes, que ao longo de um ano leem livros de novos autores. Posteriormente enviam para a organização do Festival uma lista dos que mais gostaram. Nos meses que antecedem o Festival grupos de leitores franceses leem a selecção feita com cada um dos países e elegem o seu autor preferido.

As Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO) são a partir deste ano parceiras do Festival du Premier Roman de Cambéry.
As BMO, através dos seus Grupos de Leitores farão a selecção dos livros de autores portugueses que entre Novembro de 2011 e Outubro de 2012 publicarem o seu primeiro romance.

Desta lista sairá o autor que em 2013 será convidado para representar Portugal na 26ª edição do Festival.
Como forma de marcar a entrada de Portugal neste Festival, as Bibliotecas Municipais de Oeiras escolherão um autor para representar Portugal. Mais informações em breve!
Img: FPR